CABIARÁ é o nome do sitio em que passei minha infancia, um lugar de liberdade e natureza, significa Estrela da Manhã. Aqui uso as palavras pra pensar medos e sonhos, pra fazer e perder sentido, pra pedir socorro, pra oferecer abrigo...
sexta-feira, julho 22, 2011
A Escolha da Ponte
Onde está a ponte entre nossas melhores aspirações e o “mundo real”. Parece que não pertencemos a esse mundo, brigamos com ele constantemente ao extrair dele nossa subsistência, entretanto também parecemos não pertencer ao mundo das nossas melhores aspirações, visto que muitas vezes nos sentimos em conflito ao não conseguir esboça-las nem nos menores gestos. Incoerentes, incoerentes com a força de vida que nos anima, incoerentes com o que às vezes vemos, de que todos somos um...
Entretanto também “incoerente” é a luz difusa do sol que nos ilumina, deixando sombras às vezes macias, às vezes agudas, mas uma luz intensa que reflete em toda a parte e vem iluminar mesmo aquilo que está por trás. Uma luz que busca superar a limitação natural da luz de ser sempre reta, e reboteia nos cantos pra retornar e iluminar o lugar escuro. Incoerente essa luz, que ao invés de ir embora ao espaço insiste em ficar mais um pouco e nos aquecer, nos espelhos e labirintos de nossas delusões.
Acordo com meu coração apertado, ontem vi mais uma vez o dilema impossível de ser um arquipélago de solidão, onde mora um desejo de juntar as partes e se tornar terra inteira.
Mas não era exatamente assim que eu queria entrar por essas idéias...
Essa manhã Ana acordou chorosa, discutimos ontem, a briga de casal mais boba no meio duma festa de ideais elevados, o dia final do ciclo de diálogos pela educação e pela paz, que tínhamos ido assistir no Rio. Talvez essa seja a metáfora perfeita, sei lá, pra mostrar como tantas e tantas vezes nossas ideias tentam ir numa direção, mas nossas ações e até palavras vão mesmo é pra outro lado... Claro que existem, ou podem existir, razões complementares para a melancolia da Ana, isso me alivia de ser a fonte de toda a sua tristeza nesse momento.
Penso que talvez a razão de termos nos bicado feito periquitos apertados na mesma gaiola possa ser, no fundo, a mesma sensação de não pertencer. De não pertencer àquilo, de não saber o que fazer com aquilo, de ter a cabeça doendo com a dificuldade de conciliar as abstrações mais fantásticas com a realidade de nosso pequeno mundo de casal. Nossa vida doméstica, entre o ruído da geladeira que sempre pede o mercado, e a rotina dos dias que os faz iguais, e que faz o tempo escorrer das mãos sem aquele registro incomum que faz o ritmo da vida ficar mais colorido, mais memorável.
Diante de um Lama, dum Pastor, dum Pedagogo, duma Educadora, e de outra Educadora, dum Catedrático, de uma Santidade Tibetana, nossa vida se apequena, e se revela. Diante do zoom sideral e do microscópio que suas visões nos proporcionam o espaço do meio se revela faltando, carente, desconectado. Uma parte de nós se desmonta frágil, e não sabemos ou não vemos por que recompor, ou refazer...
É uma consciência que vem acachapante, excessiva, incompatível, exigente... incoerente com o que é o nosso normal. Difícil vibrar com suas ondas largas, tsunamicas. Difícil se sentir índio nessa floresta aonde não conheço nenhuma planta ou bicho. Dói se sentir humano e no entanto não se sentir herdeiro da vida, na verdade dói se sentir incompatível com a sustentação da vida e da felicidade. Como se fossemos seres amargos demais, seres errados e velhos demais, um desvio infeliz que a vida tomou que a tornou impar dela mesma... Um casal que briga... Uma melancólica ponte partida sem ninguém para reconstruir.
Entre o céu e o inferno fiz a minha casa, os tijolos dela me protegem e me oprimem, lá me elevo e me crucifico, lá eu amo e cometo violências. Incoerente meu pulso tortura a vida e não se afina, não se afilia e se sente de ponta a ponta incompatível, alienígena, estrangeiro. É de novo a velha história do pecado original, só que dessa vez não é por que ninguém me disse, é por que me dói no peito esse desajeitamento de lidar com a vida, por que o meu amargo já desceu pelas artérias até a ponta dos dedos, e quando toca a existência, a faz sub existência, arrancando suas joias pra um baú escuro, guardando flores secas em alfarrábios empoeirados, montando bibliotecas enormes duma historia natural que eu mesmo assassinei...
Trágico, exagerado, excessivo? Fica a advertência que minha pecha e um fascínio pelas frases de efeito... não significa sabedoria, que o meu excesso de perguntas pode não levar à pergunta fundamental ou à reflexão importante, que essas reticencias que insinuam que compartilhamos um segredo podem não ser nada mais que apenas minha falta de resposta. O que não me impede de continuar mais um pouco.
As questões são tão grandes, tão maiores que o sofá da sala, que a mesa e as cadeiras, que as lâmpadas queimadas. Minhas mãos parecem não conseguir tocar, e a clausura de ser esse humano parece a cada minuto mais se fechar, pra ser tão errado talvez fosse melhor não existir. Tola vaidade achar que posso “não existir” pra resolver a equação da dor e disparate.
Por outro lado simplesmente existir, na confiança e na gratidão que isso, mesmo a dor, se mantem por compaixão... difícil. Simplesmente existir na fé que do seio da vida emergirá uma nova força inusitada, apesar da loucura dos tempos, e que as arvores enormes de nossos enganos tombarão cedendo lugar a outras de frutos mais jovens, mais vitais e suculentos. É possível que isso seja assim mesmo, que dessa era que se vai não surja o profeta ou a visão que explique o fim de si mesma. Ela, era, simplesmente se vai, seus sistemas e órgãos falem, seu corpo enorme apodrece e fermenta, aduba raízes sem nenhum valor, plantas sem nenhuma chance, as ultimas mais fraquinhas... permanecem.
Pode ser que o mundo acabe, mas como disse o Lama, o problema é com o Samsara. O Mundo surge no olhar. Pode ser que o mundo continue, e o que vem de bom cresça em igual proporção com o que vem “de ruim”, é só mais roda, é só mais giro. Não se sabe se os que residiam aqui eram mesmo mais felizes, a gente só imagina. Ou mesmo se todo dia era, era mesmo dia de índio. E o mesmo que desceu da espaçonave, pode ter nela retornado pro seu Olimpo indígena. Ficamos aqui com os cacos e impressões, com os sonhos do que é ser da terra, com a terra. Com os sonhos do que é ser uma família humana vivendo num paraíso de dádivas, com os sonhos do que é ser pacifico e bom, com os sonhos de que em algum lugar e em algum tempo já foi possível pensar num amanhã, ou no mínimo aguarda-lo com segurança tranquila, com fé, com confiança... Só que esses seres ideais, dessa sociedade ideal, não nos deixaram escritos ou ideias, penso comigo que eles os que viveram como índios antes de nós foram uma ainda ingênua proto-experiencia dum porvir possível, dum humano possível. Massacrados pelo nosso trator moderno, não deixam a receita de ser como foram, deixam em nós a saudade de quem seriam se os fossemos, hoje, filhos e herdeiros.
Não podemos traduzir os seus textos, só podemos contata-los num espaço sutil e ouvir suas vozes como música da própria terra. Como podemos habitar essas almas como podemos resgatar essa humanidade perdida, e renascer, resignificar o futuro? Como podemos seduzir e acolher cada um dos bilhões de humanos, um a um na trama de sua herança viva numa nação da Terra? Não sei se minha alma reencarna, isso pode nem ser importante, creio no entanto que o sonho da vida se reencarna constantemente, e explora as múltiplas possibilidades abertas a vida e ao bem. As condições auspiciosas que criamos e que deixamos permitem que a vida encontre essas avenidas, e possivelmente se recorde de nós com saudade também. Se essa fosse a Bossa Nova, se esse Chorinho chorasse por isso, se o batuque dos atabaques e do Kuarup nos acordassem para esse mesmo coração, essa seria a contribuição do ser brasileiro nos destinos da terra, muito mais que chegar a Marte, chegar à Vida.
Busco, ou quero... rogo, encontrar a amplidão dum espaço antes e além de toda a separatividade, por ouvir Deus soando compassivo e poderoso na canção da vida para colocar a imensidão dentro do gesto menor. Para em cada ato conseguir traçar nos três tempos o acolhimento da inocência, o perdão da dor e da tragédia, a aceitação do doce e do amargo da vida, o estar inteiro num corpo que vive e morre que dói e goza. Estreito sendo amplo para tecer uma existência plena, educada e lapidada, numa sociedade global e múltipla, aonde Budismo significa um anseio coletivo pela lucidez, pela plenitude da liberdade na manifestação da vida. Aonde viver significa optar pela felicidade.
Guga Casari
Petropolis 22 de julho de 2011
domingo, julho 03, 2011
Pensamentos, aspiração, meditação e sonho - colagem
Recentemente li dois artigos interessantes, um sobre a falsidade do mito do pensamento apocaliptico e fatal e outro sobre a falsidade do mito do pensamento dum futuro glorioso e prometido aos justos. Nada nos safa completamente do enrosco de sermos humanos, entretanto lá no fundo em nossas mais elaboradas e racionais teorias surgem esses mesmos mitos para nos assombrar ou nos confortar. Acrescentaria a esses dois mitos mais dois o da crença num passado glorioso do qual decaimos bem como o de nossa origem em pecado. Não vou entrar aqui no finesse argumento, crendo que voces podem meditar sobre essas questões e entender esses pontos de vista. Eu pessoalmente não creio por exemplo na completa derrocada do capitalismo, mesmo enquanto almeje que a humanidade encontre um modo mais saudável de conviver com a mãe terra, suas dádivas finitas e com todo o resto da irmandade da vida que coabita essa esfera. Nada de bom para mim parece vir da aposta, e no esperar essa derrota, e na final ascenção prometida dos justos e dos bons ao paraiso (e pode-se ai ler, classe operária, os oprimidos, etc). Acho todo o julgamento moral que vem desse monóculo, desse jeito tão resolvido e monológico de encarar a realidade, um pouco cruel.
Penso no modo budista de encarar o que é o tempo, "os 3 tempos", Passado, Presente, Futuro como realidades não distantes, mas desdobramentos de minha propria consciencia, agora no não tempo. Toda a melancolia e enraizamento do passado, toda a promessa ou inquietude do futuro, toda a possibilidade ou imobilidade do presente só são reais agora. Dessa perspectiva qual é a questão real, aonde fica o fulcro mais fundamental aonde apoiar a minha pequena alavanca, se é que minha função é realmente deslocar qualquer coisa rumo a algum desfecho. Num espaço aonde nenhuma referencia existe, aonde não existem alavancas ou fulcros o primeiro arqueiro distendeu um arco e projetou uma uma flecha, a primeira dançarina apoiada em nenhuma superficie se lançou no silencio e fez música. E enquanto a gravidade nos precipita nesse plano e nos dá horizonte, a biologia nos faz verticais para alcançar frutas e estrelas. Dançamos e lançamos flechas, e suponho que o universo não faça conta de nosso começo, ou conte com nosso fim. Apenas surge agora atraves de nós, coom milagre. Um milagre que eleva a folha da grama recem cortada para que brote de novo. A folha de grama não se incomoda que eu pense que a vida está cansada de viver, ela apenas executa o milagre que é e brota de novo, sem fazer questão de explicar nada a ninguem. Sem esperar a derrocada do cortador.
Aguardo e peço por esse mesmo milagre, que me infunda de propósito e animo. Que me oriente por dentro mesmo quando o norte distante me escape da vista. Acredito que lá no fundo minha humanidade não esteja tão perdida, nem meu bom senso ensurdecido que não vá ouvir a voz do bom senso, ou se esqueça de navegar o vento abençoado da vida. Não por que me aguarde um futuro glorioso, ou por que um passado de virtude me garanta bonança, mas por que a vida me quer vivo, nos quer vivos. Por que a vida não nos cobra os pecados, ela só nos guarda bem, eternamente.
Tive um sonho enquanto meditava:
Me encontrava de costas para uma grande muralha que contornava um grande reino. Ao longo de sua enorme extensão lado a lado estátuas de grandes seres assustadores se encostavam nas paredes. Pude cruzar o gigantesco portão, e ao faze-lo percebi que a muralha corcoveava por sobre as montanhas altas em torno dum amplo planalto, a perder de vista, fechando-o ao sul, norte, oeste e leste. O portão era um de quatro e dele seguia uma estrada de pedras até o centro do planalto, como faziam outras tres vindas das outras entradas cardeais. Quatro rios seguiam para o centro, advindos do sudeste, nordeste, sudoeste e noroeste. Magicamente se encontrando no centro em um lago de prata. No centro uma espira gigantesca, um torreão agudo sobre um bulbo colossal apoiado em escadarias titanicas. A viagem tomou dias, passei por inumeras vilas, cheguei a um dos oito portos cruzei o lago cheguei a lha sagrada. Subi uma das desesseis encostas, passei pelo lado da enorme fundação e entrei por um arco monumental decorado de brocados. La dentro havia um palacio enorme, mouro e todo de ouro, com 4 entradas. Subi a escadaria colossal de marmore verde, adentrei o palacio. Encontrei uma enorme piramide e a galguei, no seu topo um imenso cristal iluminava todo o mundo. Cada face sua era a face de um ser da criação, de titãs ao mais infimo atomo, mergulhei nesse cristal, em sua luz. O mundo se dissolveu sem deixar de existir, em cima em baixo, frente verso, dentro fora... todas as faces da criação cantavam. Fiquei lá tempo incontável.
Acordei, desci a piramide, sai do palácio, atravessei o arco e sai da espira, encontrei o porto, cruzei o lago de prata, retornei na estrada e atravessei os povoados e me despedi dos anfitriãos, subi as encostas escarpadas, cruzei o muro, e o portão se fechou. Tinha retornado para o lado sul, para minha horta, pro meu telhado, pros meus instrumentos, pros meus familiares... A luz do cristal me acompanhava, me atravessando desde um centro que eu não posso entender, enquanto resido com os meus, tratando de minhas coisas, no lado sul da muralha guardada por demonios de pedra...
domingo, junho 19, 2011
Mais sedução menos destruição
Entretanto o que acontece, de macho pra macho, é só porrada, ao menos é um exagero de porrada. É tanta macheza que chega a ser homo sádica e o gozo é um cogumelo nuclear ou coisa parecida, e a criação é o arrazamento de tudo que é vivo... Curioso. Um bocado de Shiva, talvez um bocado demais.
Muitos já se debruçaram sobre esse assunto, é que eu acho engraçado de repente, entender do que eles estavam falando. Doida essa coisa, e por que? Por que surge competição corruptora da alma no lugar em que poderia existir admiração, apoio e aprendizado. Por que surge o desprezo pela sabedoria da idade e pela inocência da juventude naqueles que se movem rápidos e ágeis rumo a lugar nenhum? É engraçado como alguns se pavoneiam se enchendo de músculos, ou com um desses carros bully com essas grelhas de bocarra e cheios de parachoques e pneus.
Imagino que um Faraó no Egito fosse uma figura sedutora, tanto para mulheres como para homens. Por outro lado não creio que seja uma “era da mulher” algo a se desejar, como contraponto desse exagero de testosterona. Tipo assim, não quero maltrata-la, mas não quero me dissolver na Mãe Terra.
Confuso?
É assim, homem que não abraça homem, que não admira e até ama (a lá ágape ok?) homem, acaba por conseguir só convencer o outro (homem) na base do obus, do projétil, da espada. Não existirão flechadas mais nobres, que tocam mais fundo na alma do outro. O problema pode ser o feedback, o retorno sabe? Aquela coisa de tocar e ser tocado. Tanto que a guerra está se tornando remota, um verdadeiro terror clinico da perversão homosádica. Falar sem ouvir, vender sem comprar, vida sem música e sem dança. Só pisada no pé
É, só estou fazendo uma colagem, e não, não vou editar nadinha do que está aqui. Mas eu quero aprender a ouvir, pra não ficar desse jeito torto de ser de gênero degenerado, de gênio embrutecido. Falo como uma vagina. Grosseiro... ? Mas elas estão por ai sem voz, ou sem ouvidos, enquanto os caralhos estrupeiam, estuporam tudo. Não me entenda mal, caralhos são coisas de deus também, o que não é? Só que homens não são caralhos e mulheres não são vaginas, mesmo que sejam fortemente influenciados pelos supracitados órgãos e hormônios predominantes...
Como explicar, gentilmente, sem soar grosseiro, mas abrindo picadas nessa floresta de pentelhos pra entender esses chackras lá embaixo, e como se embolam, e como a coisa vira guerra e dominação.
É ao menos curioso, como a coisa toda dessa energia primitiva e natural vai se torcendo. Pode ser que os moldes que temos pra ela simplesmente não mais a contenham, e ela está rasgando as costuras dessa carne de zumbi mal costurada em cima da nossa luz verdadeira.
O que leva a pergunta, vamos sobreviver a nós mesmos? Tinha um filme outro dia, SKYLINE, tenebroso, em que a humanidade simplesmente sucumbia completamente a uma invasão alienígena. Acabava TODO MUNDO. Não tinha marines ou seals, nem um velho pracinha da FEB pra salvar o dia. O pau comeu solto e os homens, dançaram... no filme. Engraçado ver um desejo de morte tão graficamente explicita numa película, dizendo assim que tem uma hora que não dá, e aí? Claro que o Universo não deve ser tão cruel como aquilo que conseguimos imaginar para nós, ele me parece mais mellow e inclinado a promover a vida. Mas e se a gente pisar bastante na bola? Quem sabe a gente não aporrinha bastante o Kosmos e ele se cansa dessa humana bactéria auto importante?
Entenda-me bem! Não é isso que eu quero! Au contraire! Muito pelo avesso! Por que nosso certo é o torto, então o de dentro deve ser o de fora. Pra dizer um finalmente nessa colagem de deficiência de atenção.
Facebook, é fogo no cerrado, e parece indicar que essa é a era de Ágape, de amor de amizade. Quer amor mais fraterno do que o amor do amigo? Eu espero que ao poder compartilhar o que é o interno em cada um nessa nova pescaria com rede, a coisa vá encontrando um ritmo mais natural e a humanidade vá desistindo de realidade catástrofe em prol duma coisa mais bacana e divertida nesse planetinha MA-RA-VI-LHO-SO!
domingo, abril 24, 2011
Um Espaço Sem Vibração
Ali estava
não com uma sensação de vida ou de morte
nem com ritmo de baiao ou de valsa
é um lugar do intersticio, que não é bem o meio, e tambem não é em volta
não é exatamente o espaço, ao menos como entendo espaço
é um lugar que não tem sono, mas tambem não tem estar acordado
não é assim como se fosse quieto, é diferente
mas é tambem mais igual
Eu sento ali, eu sinto ali, eu penso ali. Mas os pensamentos não fazem muita diferença.
Falando assim parece um lugar chato, sem graça. Não é.
Talvez não seja um lugar.
É um lugar aonde as coisas mudam, é um lugar que se não fosse assim um espaço quieto, as coisas não mudariam. Nem existiriam.
Pode ser que se este vazio, pra chamar de alguma coisa, não fosse assim quieto e calmo, não pudesse haver a raiva, ou o amor e não haveria um intervalo entre eu e voce.
Não haveria esse lugar aonde existe eu e voce, aonde a luz bate no meu olhe e me penetra, aonde a luz vira eu enquanto te vejo.
Nesse espaço sou a dor no mundo, e sou a cura. Sou a visão intoleravel e o murmúrio acalentador.
Nesse espaço sou a vida em Avydia. Me divido e não me separo, me avido. Surjo enquanto surge o meu engano, sofro enquanto sofre o meu mundo, perdoo por que surjo apartado.
Quieto, misterio indizivel, bardo estranho, não explicado. Não é a vida, nem é a morte, é distinto e alem, é tão intimo e proximo mais que igual.
Permeia atravessa, difere define, digere engole, circunda determina, apazigua, intensifica. Não vibra, não toca, percebe, ignora.
quarta-feira, março 23, 2011
A Visita de Obama - Resposta a critica de antiamericanismo - O Indio
Dentro da visão que sinceramente busco projetar está uma palavra de ordem da Abordagem Integral – “Transcender e Incluir”. E hoje escutei uma interpretação de transcender em inglês (de todas as línguas...) Trance – End: encerrar o transe. Acabar com o aspecto hipnótico da separatividade, e assumir a responsabilidade e o cuidado com a relação...
Não quero nem preciso defender as formas de expressão e as perspectivas que usei – Imperador, Império, Augusto, Tribo – que remetem a nacionalidades, a uma visão particular da história, a ideologias e a formas estreitas de ver. Acho importante traze-las a baila, melhor seria se o humor ficasse mais aparente e a rizada sobre o ridículo dessa relação fosse impulso para a conquista de novas perspectivas. Pode ser que meu texto e eu mesmo não estejamos lá muito bem humorados, perdão. Uma expressão Americana diz “Deixe que os cachorros que dormem continuem deitados”. Isso pode ser sábio no inicio para não incensar um passado de mágoa, mas eventualmente a gente tem que falar da mordida do cachorro, isso é terapia e cura.
No Chile, ouvi, cobrou-se de Obama uma posição pela participação Americana na ditadura, parece que não houve resposta. É e duro reatar laços com gente que ficou magoada, mas que apesar disso se abre ao contato e ao dialogo. Por isso ainda aparece esse nacionalismo subjacente a minha gozação, nacionalismo que gostaria estivesse mais evoluído em mim mesmo isento de etnocentrismos e ideologia. O contato traz a lembrança inevitável duma mágoa imaginada e ou real, do ressentimento, e por que não da inveja. Outra expressão “Todo mundo de olho no Numero Um”, por admiração e por inveja/ressentimento, pelo desejo de seguir e pelo medo de ser atropelado... São sentimentos rejeitados, mantidos na sombra, que inesperadamente visitam e tomam conta do discurso neste e naquele acorde.
Ora, o mundo não é mais um lugar de Números Um, se alguém é Numero Um nessa frágil bolota é a vida e suas inter-relações. Cada vez fica mais evidente que o que importa é o movimento da criação que a gente identifica vindo da intencionalidade e “projeto” de um ser (ou de um não ser) magnifico e todo poderoso, a Teia da Vida para dar um nome. O Numero Um tem que ser todas as relações e estruturas que surgem desse local trans-material, dessa força mágica e imensurável que brota em Tsunamis, em paixões, na formiga e no elefante... A gente, partícula, brinca ou às vezes leva a serio essa dança. Um filosofo, Americano, Alan Watts, diz que como de uma arvore de maçãs pode se dizer que “maçanzeia” (dá maçãs, se torna maçãs), podermos do nosso planeta dizer que “Genteia” se torna em gente, dele brota essa coisa que somos enquanto somos ele...
Então claro diante desse aspecto amplo não existe essa divisão, e a experiência Americana e a Brasileira são a experiência das gentes e do planeta no seu processo de “Gentear”. São partes desse genteamento que está querendo dançar e dialogar. Creio cada vez mais que ainda não nos tornamos a gente que Gaia sonha. Sinto nos ossos-bussola, lá dentro, como profecia que está para surgir uma Humanidade nova, igual e diferente. Daí que me empolga imaginar que Brasil e EUA possam se afinar, para mim o novo mundo surgiu aqui Feminino e lá Masculino, e para mim a própria forma dos continentes mostra um casal de mãos dadas, dançando.
Por que esse processo da história pode ser um namoro e um acasalamento de ideias e modos de ser, de reprodução e mutação. O que é visto como dialético se a gente olhar com clareza, deveria ser chamado de Trialético. Da tese à antítese à síntese, a transformação da história resulta em evolução. E evoluir é revisar conceitos, abandonar cidadelas, criar novas formas mais inclusivas, vitais e complexas. Evoluir é ampliar o espectro de aceitação, de possibilidades, e da capacidade de aceitar paradoxos. Temos a despeito de nossas piores intenções, evoluído. Mesmo que às vezes isso pareçamos ter sido um erro terrível, e que a Terra estaria melhor sem nós, é vaidade achar que sabemos o destino que a criação imanta em nossos ossos, e por que investe e sustenta e nos “adquire” nesse processo temporal do próprio solo bruto do planeta. Sensato é ouvir seu impulso gentil, e nos transformar.
O paradoxo da visita é o sentimento da necessidade de encontrar um nacionalismo saudável e inteligente, um verdadeiro e nobre sentimento de Tribo Brasilis, para daí se adquirir a “tração” de uma perspectiva madura e autônoma, auto determinada. Para então se poder encarar de frente uma igualdade e uma parceria com esse povo que a gente inveja e admira, que a gente teme e ao mesmo tempo quer amar. It takes two to samba. Projetar-mo-nos no mundo e reconhecendo-nos sermos reconhecidos, só acontecerá pelo processo interno de reavaliação da nossa História, pelos processos democráticos, e pela erradicação da mentira e falsidade da corrupção, pelo abandonar o entreguismo, o coronelismo e a submissão bovina, a preguiça e os maus modos.... Temos nos Americanos do Norte alguns bons exemplos a seguir nesse sentido. Nosso caminho para nos tornar uma sociedade de iguais, aqui dentro, é o caminho de nossa estatura, “la fora”. A admiração e o interesse humano genuíno que podemos estar despertando no mundo vêm das pequenas transformações e revisões recentes em nosso modo de ser. Ainda há um longuíssimo caminho a frente, e reclamar do passado, de fato, não vai ajudar.
Por isso, em revisão, eu diria que se o Índio que imaginei como o ponto de vista com que iniciei meu outro texto sobre a visita fosse o ser lucido, compassivo e desapegado que gostaria que fosse olharia para toda a parafernália cibernética e militar, para todo o cerimonial, sedução e pompa e veria através disso. Veria com compaixão o dilema do homem que visitando outras terras ordena um ataque à outra nação, e a prisão complexa investida no seu cargo politico. Seus dilemas pessoais e suas alianças. Veria como os povos são iguais no seu desejo de melhorar. Teria empatia pelo medo blindado e defendido, veria a limitação da ignorância deste e daquele, veria a futilidade da encenação e o proposito com que é encenada. Faria uma dança, pedindo uma chuva de bênçãos para cada um no planeta. Ainda assim veria o desenrolar do drama com calma e equanimidade. Impacto zero, não ia acender nenhuma lâmpada, nem precisar dum bunker de concreto. Camiseta e shorts ia aceitar o pastel do botequim cuidando com o mero olhar de cada um na Cinelândia. Reinando num mundo interno que lhe permite ver tudo exatamente como é, invisível como o ar esse Índio se refugia num espaço muito diferente, supera todas as defesas e penetra, oxigenando igualmente cada vida.
terça-feira, março 22, 2011
Respostas ao texto "A Visita de Obama" 3
Boa tarde Guga,
Admiro muito a sua maneira de se expressar sobre as realidades do mundo.
Em meio a um tempo cada vez mais escasso e um mundo apressado, poucas pessoas se dedicam à arte de observar e refletir sobre suas percepções. Ano passado recebi um texto seu falando da Marina. Fiquei emocionada ao ver que o meu "sentir" encontrava ecos nos seus sentimentos. Marina não foi para o segundo turno, mas TUDO o que ela representa é tão mais forte e belo. E por falar em Marina, ela é justamente o retrato do que o nosso país tem feito, um trabalho de formiga, mas permanente. 20% da nossa nação (porcentagem do PV nas eleições) equivalem a uma populaçao inteira de muitos países no mundo. Como você diz: "Nós estamos conquistando nosso lugar no mundo à medida que o interpretamos e nele vivemos de nosso modo autêntico, na medida em que trabalhamos para resolver nossos problemas, e em comparação com nossos irmãos gêmeos do novo mundo, na medida em que não causamos mal pela imposição de nossos interesses sobre os outros países do mundo." O Brasil elegeu um operário para o posto mais importante do país. Com todas as controvérsias em torno do personagem Lula, eu não tenho a menor dúvida de que a história do nosso país mudou a partir da visão desse homem. Obama, esse outro personagem extremamente carismático e representante de valores fortes, será também alguém que mudará a visão de negros e brancos, de americanos "texanos" e de tantos seres humanos que insistem em ideias que separam. Como você diz, é bom demais se sentir parte de uma mistura : "Sinto-me hoje bem mais junto e misturado que antes, e isso é bom."
Que venham outros Obamas, outras Marinas, outros Lulas para engrandecerem a história da humanidade!
Abraço carinhoso.
Paz, amor e poesia,
Viviane.
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Olá Viviane,
Obrigado pelo comentário. É sempre polemico falar sobre esses assuntos, sempre existem muitas dimensões e as vezes fica difícil exprimir com clareza, humildade e até coragem a verdade que a gente sente no coração. Como a cada um salta a vista um aspecto diferente as vezes depois pode ser dificil escutar as réplicas, que podem não estar alinhadas com aquilo que a gente quis expressar, ou que mostram a incoerência desde ou daquele ponto de vista que expressamos. Mas é bom, muito bom saber que as vezes a gente consegue ressoar um acorde harmônico e positivo noutras mentes e corações.
Apesar da certa gozação do meu texto, sim que venham muitos Obamas, ele e outros iguais são bem vindos.
Um Grande Abraço
Guga
P.S: Tomei a liberdade de publicar esse seu email e ou outros anteriores, se alguem se sentir incomodado pode me dizer que eu retiro a postagem.
Respostas ao texto "A Visita de Obama" 2
José Falando em resposta ao texto A Visita de Obama:
Guga,
Nós é que olhamos para eles como Deuses. Se o discurso é aquele contra-americano, veja que o Brasil só foi comprado pelos americanos por que os brasileiros o venderam. No chile aconteceu a mesma coisa s´que lá eles tão bem melhores que a gente.
A questão do esquema de segurança ocorre por causa da decisão do Conselho de segurança da Onu ter liberado o uso da forca contra a Líbia. Consequentemente o esquema em volta do Obama aumenta, normal.
Sorry, mas esse discurso anti imperio nao rola mais. E isso o Lula fez muito bem para os brasileiros, parem de reclamar que o Brasil pode muito, basta investir em educacão e saber explorar de maneira sustentável a Amazônia.
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Eu Falando:
Oi Zé,
Não sei se vc leu todo o texto. Reconheço que é possivel o ler como anti-americano. É dificil falar no assunto sem polarizar e por isso posso não ter tido sucesso, mas o que estou tentando falar é bem mais que anti americanismo Claro essa fase anti coisa do é passado, o que advogo é a maturidade brasileira e tento desvelar o showmanship pra impressionar índio que os americanos sabem fazer muito bem, melhor que qualquer um no mundo. Sim nós os olhamos como Deuses, só com a desconstrução critica e a sacaneando dá pra ver isso, e por outro lado, eles não se incomodam e buscam de todo modo reforçar a simbologia do poderio e da dominação. Não acho que o Brasil foi simplesmente vendido por que os Brasileiros o quiseram vender, houve toda uma politica encoberta de deposição e re-locação de governantes patrocinada na America Latina e no Oriente Médio. Isso não é conspirologia, é apenas fato histórico e consequencia de um politica pragmática de controle e dominação. Acredito hoje que o comunismo e socialismo que identificamos com Lula aqui são extemporâneos e pueris por que foram podados, rebrotando tardios, por que a experiência politica natural de um povo foi atrasada.
O esquema de segurança do Obama é valido e necessário, mas também demonstrativo da ridícula dimensão a que chegou o temor Americano. O serviço secreto quis revistar até ministro de estado, eu acho palhaçada. Sinto, não concordo que basta apenas investir na educação, é importantíssimo, mas fazer um pais com tantas dimensões conflitantes crescer democraticamente e se afirmar num mundo de forças que as se opõe a isso positivamente toma trabalhar muitas outras frentes. Kadafi só se tornou desinteressante por que o povo finalmente conseguiu voz, antes deixavam ele quieto, petróleo rolando com povo quieto tudo bem.
Por isso acho que manter uma atitude de resguardo e tranquilidade diante da visita é a melhor posição. Apesar de afirmar que lidar com Americano não é bolinho, acho que eles são os melhores e mais verdadeiros para se lidar, mas para isso temos que galgar vários degraus de esperteza. A promessa de ser tratado de igual para igual não é uma concessão é uma conquista. Acho que a estatura para lidar com eles tem que vir duma reapreciação de nós mesmos, e em certos casos por uma desmistificação dos símbolos de poder e as bugigangas inuteis que eles trazem. Essa magia não deve funcionar mais, nem pelos afagos no ego futebolistico ou outra coisa parecida. O discurso sedutor foi estudado e premeditado por especialistas em psicologia e brasiologia, pode e deve conter algo de verdade, mas seguro morreu de velho. O que ele vai cantar pro Chile é igualmente sedutor...
O Chile e o Brasil são realidades e histórias muito diferentes, o Brasil tem graves pecados históricos e problemas de constituição da população que o Chile não teve, e apesar disso é uma economia maior, mais criativa e mais plural. Mais difícil também, mas você não vai me ver no virtuoso Chile. Não sou pró Dilma, nem Anti Americano, se você leu todo o texto talvez venha a notar isso, o problema é que nossa ótica privilegiada, brancos imigrantes protegidos e gordinhos, não nos facilita a entender o problema Brasileiro, e é claro que a gente parece se polarizar em antipatias anti isso ou pro aquilo. Eu nunca diria Fora Obama, eu apesar da sacaneação o considero muito bem vindo. Me emocionei pela esperança de ser realmente possivel o Brasil lidar em igualdade com os EUA, e com os gestos de simpatia. Gostei do discurso no Municipal, discurso estudadissimo, mas não aceito que ele venha dizer que o Futuro chegou, são palavras que somadas ao gesto da visita fazem parecer algo mais, que o Futuro chegou por que eles hoje nos aceitarão como parceiros iguais. Uma concessão? Essa igualdade só rola por que o Brasil encontrou, a despeito da ajuda ou apreciação Americana, e provavelmente muito devido a ter sido sobejamente ignorado pelo Bush, um lugar no mundo. Fazendo merda é claro, mas eles não fizeram tantas e piores? Cometemos Irã e Chávez e outras bostas, quantas merdas não são responsabilidade da America em G-8. Lula foi uma merda, e estranhamente foi bom, Dilma me assustou e estranhamente me dá esperança. O caminho certo é uma coisa esquisita.
Eu não estou reclamando que o Brasil pode muito, a verdade é que nos meus 48 anos de idade essa é a primeira vez que começo de fato a crer que o Brasil pode alguma coisa. E não em oposição ao Americano, foda-se isso. Nem em submissão ao modelo moderno para a economia e o mundo e sim na proposição de um modo novo, que ainda não foi concebido. Principalmente que não foi concebido por quem criou o problema nuclear e hoje o quer limitar, por quem responde pela maior emissão de poluentes e não as consegue reduzir, e que se fosse nos vender uma ideia pro mundo seria de algo parecido com o que já tem e que começam a ver que não funciona. A solução não virá das cúpulas, nem dos governos, deve espero, emergir das populações conectadas, e dos cidadãos mundiais. Ai sim vamos poder dizer que Americanos e Brasileiros, e todos os outros nesse planeta são iguais. Fora isso é tudo agenda politica do Leviatã, agenda econômica, Politica do Espetáculo e manutenção do Status Quo entrópico.
Melhor nem pensar em explorar a Amazonia, Amiguinhos Americanos já estão fazendo isso por nós...
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José Falando, em 2 emails completou esses texto com 2 referencias, uma a estudo sobre a exploração da Amazonia e ourtra a artigo falando da queda da economia americana:
Sim, justamente reapreciação de nós mesmos. O que fazer num país onde elite virou uma palavra associada a dinheiro ? Elite é quem está no poder ou quem tem conhecimento. Nossa elite se calou faz tempo...
"...A solução não virá das cúpulas, nem dos governos, deve espero, emergir das populações conectadas, e dos cidadãos mundiais. Ai sim vamos poder dizer que Americanos e Brasileiros, e todos os outros nesse planeta são iguais. Fora isso e tudo agenda politica do Leviatã, agenda econômica, Politica do Espetáculo e manutenção do Status Quo entrópico..."
E os 20% de abstenções + 7% de brancos e nulos nas eleições passadas ? quem esta falando pra esse pessoal ? Ninguém.....
Eles não tão na Amazônia, ainda. Mas, se para lá forem será por causa de nossa secular incapacidade de agregar valor a nossos produtos. Dai minha insistência em educação. Sem educação de qualidade não ha inovação, e sem inovação não há competitividade e vamos continuar a exportar soja e picanha pro resto dos tempos.
Eles tão fodidos, Guga, por isso vieram pra gente.
Agora, o Lula falou que o pré-sal é o futuro da nação e que o $$ seria investido em educação, pesquisa, ciência etc.... Quero ver se o Obama der a grana o governo investir nisso ai mesmo, isso eu quero ver. Como um pais que esta entre os 15 piores do mundo na avaliação do ensino médio pode ser um pais que esta "crescendo" ?
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Eu respondendo aqui:
Zé,
Não tenho resposta para estas questões.
Estou tentando me galgar a elite dos pensantes, pois dos ricos ou dos politicos está dificil, por isso busco do meu modo dialogar com as questões que vão surgindo, buscando perspectivas positivas
Meus sentimentos não são anti-americanos ou anti-europeus. Tentarei se surgirem outras ocasiões, usar de outras formas de me exprimir que não tragam o sentimento de um repúdio antiquado e sim um de afirmação positiva de nossa nacionalidade. Não sei o que o Lula prometeu, ou o que a Dilma pode fazer, ou o que vai resultar dessa reaproximação, ou o que vai acontecer com o dinheiro do Pré-Sal, e assim por diante. Se eu falei de crescimento, não foi o da Economia do qual nada entendo, e sim o de um sentimento nacional, que rogo a Deus não se torne nacionalista, de amor proprio e de auto determinação. Sentimento que acredito estar se traduzindo nessa impresão de reconhecimento e de encontro de um novo lugar no mundo.
Dai que aprecio a parte do discurso da Dilma, em quem não votei, em que ela pleiteia o direito de aprendermos com nossos erros. Leio isso como aprender com nossos proprios erros não apenas na hipotética e improvavel participação no conselho de segurança, mas com os erros que pode cometer (e comete) um Pais em seu curso auto determinado. Erros que se ninguem interferir acabam se tornando sabedoria. O proprio Estados Unidos está aprendendo, e infelizmente pagando, pelos erros cometidos, tudo bem. Obama sinaliza uma grande mudança, ótimo! Não os quero fodidos, sinceramente quero todo um mundo melhor, mais educado e sustentável.
Abraço
Guga