terça-feira, novembro 08, 2005

Fim de Mundismo

Burros motivados / guias cegos há em resmas, principalmente nos noticiários e jornais. Outros mais estranhos fazem profecias como se o futuro fosse questão fechada, e o buraco da agulha não fosse só uma metáfora.

Febre Maculosa. Sem querer me perder em tecnicalidades, na minúcia dos fatos, ou diminuir a tragédia pessoal de quem faleceu por causa disto, pois não sou especialista no assunto e nem pretendo ser o mais bem informado neste caso. O que quero é tirar uma foto de grande angular deste assunto e pintar uma visão geral para usar este caso como argumento p/ a mentalidade fim de mundista que vivemos.

Aqui em minha cidade, Petrópolis, morreram 2 turistas de febre maculosa, transmitida por carrapato. Outro passou mal, mas parece que se salvou. Isso foi na pousada Capim Limão, amplamente fotografada, Pousada esta que dizem localmente passar por uma disputa de posse entre o dono anterior e o atual (ou seja – já um lugar de conflito por outras razões). A noticia da doença nos jornais foi divulgadissima, incitando uma histeria com conseqüências que estão afetando amplamente a economia local. Curiosamente nenhum morador local, os que estão provavelmente mais expostos à doença, ate o momento contraiu ou morreu desta – só turistas de fora da cidade – o que é no mínimo um fato notável. O laudo do Instituto Osvaldo Cruz demora 45 dias, o bastante para os jornais perderem o interesse no assunto, até por que a réplica é sempre menos interessante que a primeira noticia – um amigo especialista em microbiologia diz que esse parecer (ou o teste que embasa o parecer) poderia ser feito em 8 horas.

Resultado - Cancelamento em massa das reservas até o fim do ano, Itaipava (região de Petrópolis mais visitada pelos turistas e dependente deste comércio) vazia e comércios que já estavam por um fio fechando as portas, apatia total da prefeitura. Uma pousada próxima donde moro para começar a se preparar para o pior já demitiu 16 do staff. Houve até um caso de gente que já hospedada deixou a pousada, abandonando sua reserva no meio. Até uma festinha dum amigo de meu filho de 5 anosl sofreu, muitos convidados que vinham do Rio não vieram p/ a tal festinha com medo do carrapato assassino... Um Fim de Mundo particular na Região Serrana

Sem querer diminuir da gravidade das noticias, pois é claro que temos que estar informados, atentos e etc, ainda assim é incrivel a mentalidade de fim de mundo que estamos vivendo, o tom que tinge tantas de nossas interações. Gripe das aves (até galo morto recebe honras de Chefe de Estado pelos noticiários), Carrapatos assassinos, Bush e BinLaden, As conspirações mais absurdas atribuídas ao Governo Americano (e bem podem ser verdadeiras), a decepção com Lula e seu governo, os caras pirando em Paris quebrando tudo, e os coitados sofrendo (de verdade) na Caxemira, não sei quantos tufões furacoes e ventos encanados (tem gente até dizendo que a Yakuza – vejam só quem – controla com uns russos renegados uma máquina que controla o clima). Tsunami...

Mas os Burros Motivados da mídia nem entendem suas motivações (e por isso "burros") ou a sua programação mental de potencializar a ansiedade em nome da "verdade objetiva", ou de alertar as massas ignorantes (serviço publico!) até que algo se exploda. No caso do exemplo em questão a economia já precária desta cidade. Com a lente do exagero que estão fazendo da noticia daqui (por mais fatos que se arrolem, estes ainda não caracterizam a pandemia que alardeiam, nem facultam a histeria que está havendo) penso por isso o que não farão com as outras noticias. A imprensa cumpre um papel importante, mas parece que por causa de seu aspecto comercial, sempre precisa de fatos mais alarmantes, o que gera uma curva ascendente em que a "noticia final" tem que ser - "Explodiu Tudo". E se a gente cria a realidade a partir de nossas expectativas e projeções, está bem quem segue estes guias cegos.

Tem é claro tambem o Guru apocalíptico e visionário ou a santa freirinha reprimida que ficam tão mais poderosos com o Paizão por traz, trazendo o julgamento de todos os que não estão em sintonia com sua visão. Libidos raivosas e explosivas. O Jesuíta Trigueirinho explodiria o Mundo para levar os 10 milhoes de eleitos a Miz Tli Tlan; E vem o Planeta Chupão; e aquele outro; e vem cometa. No caldo e na geléia geral tem tantos muçulmanos (e isso é uma generalização – me desculpem) que não conseguem dar umazinha só, pois se já não gostam de mulher (tadinhos) as poucas que restam estão debaixo do tacão dos que podem pagar seu harém, os solitários do regimento só podem sonhar com as virgens do paraíso – com suas libidos a mil no livro do profeta, distorcem a mensagem, e acham melhor explodir essa joça pra cair logo na festa. O imperialismo Cruzado dos nossos amigos de cima tambem não ajuda – resolveram organizar o mundo, e quem vai dizer que não – e o Bin bada deu a deixa, tão bem treinado pela Cia que foi – para que comecem os trabalhos. Ah Saddam, e como você foi útil. Quem é que pode entender a teia de interesses e motivações? Mas todas elas são finalistas, ou vai ou racha.

Acho até que o pega pra capar alucinado, a sanha corrosiva dos nossos irmãos e filhos, de-puta-dos brasileiros, não é sinal senão da ansiedade de mentes mais instintivas e básicas provocada pelo anunciado advento do fim dos tempos – Bota pra quebrá Dirceu, me dá o meu, que vai tudo pegar fogo mesmo – disse o capetado, oops, de-puta-do. Involução, Evolução, e Caos no meio.

Como olhar através da nevoa do Baktun, do tal do raio cósmico; e suportar as explosões solares que mexem com nossos neurônios e nos fazem mais agressivos, ou iluminados, a depender do grau evolutivo do cliente. 2012 está ai, até no tratado de Kioto.

Pra onde a gente disca para abrir um túnel, um portal protegido para passar por esta loucura toda? Nestas horas (antes e depois de 11:11) gosto da tranqüilidade positiva do Waldo Vieira, que fala de Reurbanização ao invés de fim do mundo. Ou de qualquer visão calcada na eternidade, permanência, bom senso, aceitação, tranqüilidade e Amor.

É possível, e isso é o que eu creio, que essa dissolução pela qual parece estarmos passando seja parte de um plano de esferas mais avançadas, ou do conjunto de influencias de todas as consciências investidas na Terra. Uma Gestalt de Agendas dentro de Agendas dentro de Agendas dum lado, e um bando de gente desconectada e des-informada pela mídia de outro. Pode ser que seja um movimento natural das consciências e das realidades quando estas precisam sair de casulos que já estão muito restritivos. Os fatores aglutinadores de nosso “mundo real” ainda são misteriosos para nós. Uma noção que estamos começando a explorar é se (ou quais) as regras que seguimos são leis de Deus, ou se são imposições arbitrarias e consensuais (setups), escolhidas em algum nível de nossas consciências, e que servem apenas para delimitar e focalizar o nosso campo de jogo. Provavelmente a exploração destas novas avenidas de criação de realidade é o que está causando o rompimento e a dissolução dessa nossa realidade restritiva. Para ampliá-la e nos permitir espaços aonde nossos vôos possam ser ainda mais amplos, e recursos mais eternos.

Não obstante, se os terremotos vem, é melhor estar sintonizado, assim como estão as bestas selvagens, para na hora certa subir o morro ou fazer o que tem que ser feito. Vale a pena salvar nossa existência física, e reurbanizar nossa consciencia. Noé deve ter sido um cara muito atento e ligado à vida pra escapar do dilúvio, e muito pratico e trabalhador pra fazer uma arca daquele tamanhão, e ter muito amor pra tentar salvar o que pode, e muito desapego para deixar para traz o que não tinha jeito (tambem o cara sabia de tudo, tinha 900 anos e falava com Deus). Sei lá se são julgamentos de Deus, no meu credo acho que ele colocou a vitrola pra rodar pra tocar todas as músicas possíveis. Acho que é antropomorfia de valores dizer que Deus nos julga, o que nos foi dado é bom senso e inteligência, e algum instinto de preservação, para ver se vamos dar com a cara na parede de concreto e fazer algo a respeito. Acho que Deus, se diz alguma coisa, ele diz – “Bom meu filho se dar com a cara na parede de concreto é o seu barato vai fundo, tá liberado! “

segunda-feira, setembro 05, 2005

Manus Brazilis

Eu vi um par de mãos vermelhas, como aço em brasa numa noite escura
I saw a pair of red hands, like blazing iron in a dark night
Podiam ser as mãos dum Cardeal
They could be a Cardinal’s Hands
Podiam ser as mãos do Diabo
They could be the Devil’s
Podiam ser as minhas mãos desejosas
They could be my own, lustful hands
Rubras
Blazing
Indiferentes ao que incineravam em busca do que queriam
Uncaring for what they incinerated in search for what they wanted

Ouvi um tambor rufando, ouvi vários tambores
I heard a drum beating, i heard many drums beating
Podiam ser uma orquestra
They could be an orchestra
Ou atabaques rufando guerra e ataque
Or they could be drums announcing war and attack
Podiam ser loucos boiando num mar de ruído
It could be people insane floating in a sea of noise
Batendo em latas vazias se imaginando maestros
Beating empty cans, imagining they were maestros

Senti o meu peito queimando

I felt my chest burning
Podia ser fome, ou meu coração falhando
It could be hunger, or my heart failing
Podia ser todas as coisas ali guardadas
It could be all things kept there
Tingidas de apreensão e medo
Tinged with fear and aprehension
Numa reação morna e lenta corroendo a Esperança
In a warm and slow reaction corroding Hope

Minha fé entornada num mundo sem propósito
My faith spilled in a world without purpose
Me levava junto dela a um mar de esquecimento
Was taking me with it to a sea of forgetfulness
Aonde eu queria me perder
Where i wanted to get lost
Minha fé perdida num mundo sem sentido
My faith lost in a world that made no sense
Buscava retornar a fonte única
Tried to return to the only source
Eu custava a entender
I was slow to understand
Minha fé quieta assentada nas estrelas
My faith quietly sitting amongst the stars
Espalhada no Universo
Spread throughout the Universe
Mostrava a dimensão e importância dos fatos
Showed the dimension and importance of facts
Dos desejos rubros
Of burning desires
Das decorações tolas e passageiras
Of foolish and short lived decorations
Dos cenários
Of sceneries
E dos significados
And of Meanings

Então quando eu me sentei na sua frente
Then, when i sat in front of you
Eu não sabia mais o meu nome, nem o seu nome
I did not know my name anymore, or your name
Nem sabia mais dar nome e destino a todas as coisas
Nor I could name and give destiny to all things
Nem podia negar como me deixavam confuso as vozes caóticas dum mundo perdido
Nor I could deny how confused the caotic voices of a lost world left me
Nem conseguia ver horizonte em meio aos atos diários
Nor I could see the horizon between daily acts
Conseqüência nos meus desejos e medos
Consequence in my desires or fears
Razão ou importância na minha existência
Reason or importance in my existence

É claro que me sentia cansado, mas eu gostaria de não sentir mais comiseração por mim
Of course i felt tired, but I would like to not feel sorry for myself
Quero crer que está se indo a carne e ficam os ossos
I want to believe the flesh is going and the bones stay
Que vai o passageiro e fica o que importa
That the transitory goes and what matters stays
Que as águas levam e lavam o insólito, a poeira, o impermanente, o falso.
That the waters wash and take the untrue, the dust, the impermanent, the fake.

Quero crer que morro para ficar vivo
I want to believe I die to stay alive
Que as mãos rubras não mais assombrarão os meus sonhos com coisas que necessito
That burning hands shall not haunt my dreams with things that I need
Que ao ver a definitiva desimportância de tudo isso acordarei
That when I see the definitive unimportance of it all I’ll wake up
Ao perceber a musica louca verei entre as notas o silencio, e terei calma e paz.
And when i notice the mad song i´ll see silence between the notes, and I’ll have calm and peace
Ao me negar a dar destino e organizar as coisas da vida para meus objetivos infantis
When i refuse to give destiny and organize all things in life for my childish objectives
Encontrarei Propósito, Significado
I´ll find Purpose, Meaning
E o meu lugar verdadeiro.
And my true place.

quarta-feira, agosto 24, 2005

Reality Management

An attempt at an analogy between modern 3d>4d>5d CAD Aplications and reality creation (management).

As some of you know i design and build furniture. In doing that i use a CAD (Computer Aided Design) application, actually most of the tome i spend in front of the computer is using AutoCad. Most CAD programs deal with 3d very well, one can virtually build any kind of thing using them. They are called 3d modeling programs and more than being just a drafting aid they are becoming 3d management systems, with a lot more stuff added to the project information than is possible in a simple flat page. You can turn parts on and off, and see sheets of data related to that part, you can rotate an object, and see it rendered in many ways under different lights and made of different materials, you can calculate mass, center of gravity, heat dissipation. You name the phisical property.

Recently these programs heve been developing from 3d into 4d, as programers realized that they could bring time into the picture. The 4d axis allows one to program the assembly order, or any step taken in actualizing the project in assembly. This is a plus for analizing production times, automated tooling and etcetera. It seems pretty obvious to add the time component to a modeling program, many animation programs do just that. The difference is that these are project dedicated programs, and in them you deal with time differently than you would in a past to future animation program. You deal with time as a potential, as a space where you try different configurations, where you split this and that way so you can test the best possibility when it comes to materializing the project at hand, and manage the time involved. Not only in materializing i should say, but in plant processes management, in cycles of use for architectural spaces, in some aspects of logistics. The project generated in such programs agregate great amounts of information about the object and become managing tools completely integrated to that very object.

I always felt that when we esoterics talk about 3d we are using a less than apropriate term, since the time axis is very present for us. But perhaps we are more immersed in it than in the other 3 dimensions we lose sight of it. I guess it is right to say we are so planted in a 4d platform in order to deal with 3d that we do not really consider it.

Nowadays 4d CAD programs seem to be adding still another axis, a 5th one into managing projects. This development is related to what specialists call Information and Comunication Technology. This 5th axis is dedicated to the integration between a CAD and other different applications but also, and this seems to be the major purpose of this dimension in designing, to the cost, resource and pricing aspect of a project. But how all this techno crap serves at all to make a good analogy here? I think it does.

A project manager is challenged always to make the best use of limited resources, begining with the formal aspects of development, from a point idea (1d), to a sheet drawing (2d) to an actual object (3d), fabricated in time (4d) with just an exact amount of resources and materials (5d). In making things i always feel you can do the ugliest most useless thing or a very worthy object with about the same resources. Actually it seems the ugliest ones take more of anything, and last least than the best. Design is an integrated thing, that in some aspects actually confers an object with a kind of a soul.

Also Design is becoming a major force in modern life, as it integrates many different disciplines into one seamless purpose. The word Design has a meaning when you think about an object´s design, and an expanded one when you thing of God´s Designs. Design in all is a good thing, and when it is not skin deep it is something that brings a lot more into the picture and into the object than is observable.

I hope you do not find it all too arid, male, and rational but I find meaningfull that programers added that 5th axis to CAD applications and related that additional axis to resource management.

I always felt that walking into 5d would not mean that now we have the Genie under control, and that our every wish and desire would promptly materialize, as many seem to believe, regardless of limitations. To me walking into 5d means we will become more aware of the resources we have, and learn to manage them to “perfection”.

I think the perspective acquired from 5d is actually a very sobering one, that the resources that are given to one are limited, unique and precious. Isn´t that what we are learning all around, from water to air, from our lifespan to the people we meet in it, from how we spend our life and how we take care of our health. I believe the “investment” that the life force, God, or whatever name you like, will do in us is proportional to our ability to manage the givens. The givens in our lives, any karmic bondage or conscious affection, life setting and condition, geographical, economical, genetical... strengths, flaws, abilities, networks, isolation, whatever that is right in front of us or within our grasp to imagine, take, mold, accept.

I remember reading somewhere that many souls were departing to no longer incarnate because they were unwilling to face all the work ahead. To me, if we read the trends evident all over, we will see no fireworks, but we will get to the inevitable point of having to acknowledge we entered an era of communication and of relationship, an era were mankind must mature into a more responsible, wise and altogether compact and efficient body, an era of limited resources that will force us to get and work closer together, but also an era of warmer bonfires under the skyes, of breaking into laughter after all the stress and hardwork, of being helped through the highest pass. An era of finally getting over fear, and decisively seeing our Destiny in the eternity of the stars.

And, as a final note, think that a Master is Masterfull not because he takes a lot, or has unlimited resources at his disposal, but because he made the finite resources infinite and sacred by his Reality Management. The Master overcomes material limitation pouring into it infinite perspective.

By Antonio (Guga Casari)

terça-feira, agosto 23, 2005

MATRIX AGAIN

Upon some reflection I came to realize that again the MATRIX parable is very applicable in bringing to attention some aspects of our present lives. In a way we are feeding the world wide economic and informatic machine we created, with all we have, with our souls even. It is not really the machine's fault, since by definition machines are soulless.

The intense acceleration we feel coming from the fast communications and the time freed by computer efficiency and intelligence, only to be occupied by increased workloads and a demand for increased personal efficiency, coupled with the disappearance of the learning curve beyond the horizon of possible human achievement, is making us Humans feel obsolete, futile things that hardly deserve to be living. And for lack of collective vision this machinery is making us only more efficient locusts blindly destroying the world and ourselves in the process.

We are becoming amazingly rich and fat, but not less hungry, softened by all the pillows we created, but not more comfortable, self indulging and addicted to all sorts of somatic rewards, never pleased. Some of us are like that and some of us are on the otherside of the spectrum, drained of all hope, incapable to envision any salvation but the one promised on another world. From hoping it all goes to hell in a basket to actually taking their own lives to jump on comets, from being bombed to being mistaken for a terrorist and killed (unarmed) from the back with 5 shots in the head by ScotlandYard, hopeless things…

And all the while there seems to be huge concentrations of wealth, killing people, and huge lacks of it, also killing people. Of course world problems cannot be reduced to wealth problems alone, but I feel it is undeniable that wealth distribution is one of the greatest indicators if things are going in the right direction. I think it cannot be denied that if you divide the present worldwealth by the world population we are much richer no than we've ever been, but how many Ox carts to the Lamborghinis, how many brandless sweatshirts and jeans to the Prada?

As the fairness of wealth distribution is in all practicality a nonexisting concept, being more a dream that we collectively don't actupon, the need for wealth destroyers arise. They are all over, destroying lives, their own (bomb men), destroying wealth by corruption, by accumulation, by warring and piling up arsenals, by just buying the latest gas guzzling muscle car because "I deserve some reward for being myself".

All this world wide aspect of manifest destruction and hopelessness is in part because we groupally cannot make the minute personal destruction (and transformation) of self sacrifice, of self abasement, of self criticism, of Forgiveness. All this reductive pressure upon us comes from our own personal inflation of demands,of wants and needs, of attention. We depreciate the world and ourselves by our exagerated needs.

If you think of what is really necessary to live, all that really matters, all that is completely and totally rich is like a pearl, round, shiny, solid, natural, beautiful and long lasting. On the other hand, if we compile all we think we need it would look more like a party balloon, feisty, full of gas, explosive, futile, short lived, artificial and cheap… Put that pearl inside the balloon, put all balloons in the world inside a room and you take all the air from it, you restrict all movement also. It becomes impossible for one pearl to get close enough to another to really understand its take on things, not to say it is impossible to collectively get together on what is really important and to closely appreciate each other's "Pearliness". No wonder from time to time one of us pops and goes postal, or feels like throwing a plane into a building or occupying another country, or from public office deceiving the people and stealing from public money, or robbing a national central bank vault (both of this last things are happening and happened herein Brazil).

Coming back to the MATRIX argument, at this point we are only feeding a soulless machine. We did not yet grasp how off center we were before the information age, and how even more off center we are right now. We are hypnotized by all the pixels blinking in front ofus, giving us the illusion and futile Pavlovian reward of electronic control. We are feeding this Global machine with our souls, hoping we are doing the right thing, but the machine itself does not know what to do or where to go, and apparently its programming needs a huge adjustment or we are into a big reality check. It comes to mind the image of the benign thinking helmet or hat, that you put on (or take off) to become more intelligent to do all the good things you must, or the malignant implanted chip that controls your every move and thought and commands you to do things you do not want to do.

The choice between making these appendages iron balls that bind usto very restricted and grey efficiency stalls, or feathery wings that help us enjoy being human even more greatly resides at everyone of us wanting to be at the center and not wanting to be the center. We are actually trying to answer the question that asks ifmachines (mechanical behavior) will take us over. If "they" do they would only be jumping into oblivion with us. And I qualifythis "they" as the Mechanical / Hierarchical / Patriarchal aspect of our own personalities, an aspect that surrenders all its own volition to the demands of a system. I believe this is something that springs, of all the unexpected things, of our own insufficient animal nature. Well, you say, how can a mechanical behavior come from animal nature? I say it is possible because we are animals that, besides being technologically inclined, can deny our deepest feelings, our instincts and natural souls.

I saw a short news flic that showed North Koreans under a huge statue of their former president (nuke crazed and present little king KIM JongII´s daddy), they were bowing to the statue in reverence, as to a Buddha, which he surely was not. That impressed me deeply, as right now in Brazil the government is under the biggest and most widespread corruption investigation that ever seem to have happened in a democratic country. And despite all logical indications that our President is involved most people deny the fact or make political compromises so he stays in power, or else things would get too messed up. We must not forget we are monkeys, and we fear the biggest gorilla and feel we need his parental protection. God in heaven being the greatest of great apes.

In most cases we resist in seeing daddy's shortcomings, or the shortcomings of daddy's system, or the placement "he" gave us in the pecking order. We proceed in the belief that if I push that lever as I am supposed to all will be well and dad's tribe will take care of me, never knowing that this is that life sucking chip whispering in our ears. We proceed in surrendering all responsibility to an external agent, an oppressor, a protector, a seducer, a whisperer, a split personality character…

What is the blue pill, what are its effects, how shall we make theMATRIX work for us and for all life? How do we become the Uncorrupted Souls that came to play in this Heavenly Garden, that came to explore the joys of this Infinite Universe, that came to Become Reunited with the Center of It All, that came to Transmute it All back into Light and Return it a thousand fold shinier to the Creator? How do we overcome the limited nature of our crib, and transmute into Eternal Beings?

Do you feel you are getting nearer the pass? Can you envision the singularity? Can you create it? Would you accelerate towards it, and compress all that is not necessary out of the equation, zipping up your personal history to reach that nexus? Realize that all that will happen is a Deja "Not" Vu, a positive glitch in the MATRIX where all is exactly the same but now you see it all completely renewed and different. You see the code.

--- Operator?....

quinta-feira, julho 14, 2005

Pindorama.

Em Pindorama não há maldade, ou se há é a maldade menor da criança que puxa o rabo do gato, ou de se negar uma lambida no sorvete quando se está chateado com alguém. Se há maldade em Pindorama esta se dá e se apazigua logo entre as partes, maldade que se esquece facilmente, que não se cobra, que não doeu nem machucou, que não roubou nem destruiu. Se existe maldade em Pindorama é uma maldade que no fim quer ser Bem, quer estar Bem, quer fazer Bem, e é apenas um jeito colorido ou apimentado de se chegar lá, é um contraste para que não fique tudo muito chato e os anjos tenham o que fazer. É uma maldade que permite contar uma piada escondido, e se falar sacanagem no ouvido do amante, é uma maldade consigo próprio que dá risada do umbigo torto, do argumento falso, que desmascara uma intenção torcida e as falácias bobas a que se dá o que argumenta em causa própria.

Pindorama é um mundo, ou para ser modesto pois lá nem existe soberba, um País que existe na dobra duma probabilidade quântica. É d´outro lado do Inverso e por isso é bem aqui. Pindorama acontece por baixo dos panos, sem que isso seja errado, acontece o tempo todo, sem que isso seja eterno, acontece para todos, sem que seja comum ou corriqueiro, acontece de graça a todo dia e toda noite, sem que seja barato ou sem valor...

Em Pindorama venta nas palmeiras, não se deve nada pra se poder viver, e tudo é só beleza. Em Pindorama é onde o sonho é verdadeiro já que a ilusão e falsidade não vigoram. É lá onde acontece tudo na ordem certa e se progride rumo a um bem maior. Aonde se abraça o inevitável como bem vindo, e os ciclos da vida como perfeitos. Não se desdenha da morte, nem se desfaz da vida, não se assanha com ganas, coceiras ou taras, não se aprisionam dobrões ou se acumulam pilhas e pilhas de pilhas e pilhas de pilhas e pilhas. Sem excesso, sem falta.

Em Pindorama se fia se tece e se faz tudo o que não fazem lírios do campo, se ama se cria se cresce. E isso se faz sem culpa, sem mágoa, sem dor e sem dívida. Em Pindorama se acorda por que o sol chama, se dorme por que a noite é quieta, se comem frutas doces, carnes magras, cereais e iogurtes com mel. Tem sorvete, tem cinema, ginástica, praia e cachoeira, tem espaço para festa e razão pra celebrar. Tem pipoca, bolo e suco.

É um lugar aonde niguem se perde, por que é tudo casa, é um lugar aonde ninguém precisa por que é de todos. Você sempre senta ao lado de um amigo, você sempre conversa de algo seu. Lá nem se diz “bom dia” por que isso é obvio e voce não quer ser ridículo. Já se esta mais adiante no “como está você?” ou até alem no “voce parece tão bem...” ou ainda mais no “Como voce é! Como isso me apraz!”

Se voce projeta um prédio, lhe dão tijolos, se quer ir a algum lugar lhe dão carona, se pensou em alguem ele logo te liga. Se plantou logo colheu. Lá quem semeia vento hoje, colhe tempestade amanhã, pois dá tempo de arranjar abrigo, e quem semeia amizade hoje já colheu mês passado muito amor adiantado. É tudo ao contrario, mas é tudo tão certo, por isso eu penso se serei tão esperto ao não ir pro Inverso daqui.

FUI!

segunda-feira, junho 27, 2005

A Republica (ou alguma coisa) Está Morta

A Republica esta morta, corroída pelos cupins que a infestaram.

Veja, isto não é um folhetim inflamatório pregando revolução ou coisa parecida, é sim um grito de guerra pelo retorno do estado de direito que a já tem muito tempo foi pro brejo. Também não se prega a Anarquia, ou chamada à violência ou a qualquer imposição autoritária ou dogmática. Mas também isso aqui não é apenas um desabafo, para ser deixado esfriar após ser ouvido. É um tipo de chamada às armas sim, mas as armas da razão, do bom senso, da Consciência.

Que a Republica tenha se Autodestruído pode ser menos culpa da Republica do que das pragas, mas mesmo assim algo parece provar que a representatividade distante tira a vitalidade do tecido desta superestrutura, aumenta o bolor e os fungos que passam despercebidos até que os cupins e seus asseclas atacam com tal sanha que o prédio vai abaixo e num instante dele nada sobra.

E eu nem diria que os cupins são exatamente os enganados (e enganosos) que tocam a Casa Maior da Nação, mas que suas (e nossas) próprias mentalidades estão tomadas por uma infestação doentia, corruptora e imediatista. Vê-los e a nós próprios como doentes é provavelmente o caminho mais seguro e humanitário para a cura e para a saúde. O que é claro não os isenta, nem a nós das conseqüências de suas e nossas ações, como se fossemos apenas títeres inconscientes de forças malignas.

Infelizmente nós aprendemos a calar debaixo de muita botinada e repressão, aprendemos a calar pra ganhar uma fatia do bolo, ou pra ninguém tirar mais do nosso. De muitos modos esquecemos os nossos próprios nomes, e quem somos, e o que realmente tem valor e permanência. Aprendemos a dormir mesmo sem estar em paz com nossas consciências, ou por isso mesmo “dormimos” a muito tempo num sono intranqüilo e sem descanso. É hora de acordar, ou ninguém houve o barulho do prédio querendo desabar? Até quando vamos nos satisfazer com o Balança, mas não Cai? Até quando vamos deixar por menos?

Que a População seja chamada dos currais só na hora de pagar mais uma conta é um dos nossos absurdos. Que dos erros nunca se aprenda, e por eles só se galgue mais um degrau na solidificação de situações consensuais e fisiologísticas é a doença do nosso tempo. Mais e sempre mais da mesma coisa até que não se tenha mais nada só uma casca oca e sem alma, corroída por dentro. Quem não vê isso? Quem não quer ver isso? Isso não é um problema do Brasil, mas uma realidade das Republicas atuais. Confundir Republica com Democracia e Estado de Direito é um erro, é a lã sobre os nossos olhos que não nos deixa ver.

Na nossa Sociedade fica impossível o embate da Justiça contra a Iniqüidade, pois a Justiça é uma distante apropriação da Republica, e não cria doméstica do Cidadão. A legislação é maciça, mas não é dinâmica; é partidária, lobística, jurássica. As relações de trabalho são intoxicadas por tal presunção de más intenções que se tornam impossíveis, ineficientes e caras para todos os lados; e partidos e sindicatos ainda se incensam com a consolidação, uma colcha de retalhos que acenam como bandeira, mas que tão pesada não se agita como flâmula vital ao vento da realidade atual.

O doente se encontra febril e sufocado debaixo das cobertas enquanto o Pajé para “ajudar” ainda lhe sopra fumaça na cara, quem sabe para despachá-lo de vez deste mundo infeliz...

No cerne da nossa miséria está a malaria duma má vontade tenaz, da suspeita, que cria uma facilitação para relações corruptas e desgastantes, e toda uma serie de distorções que são como “Gatos” (de rede elétrica) que drenam a vitalidade da Nação. E quem hoje em dia pode falar de “Nação” sem ter vergonha e sem exagerar (por falta de fatos) em ufanações delirantes. Gigante pela própria Natureza, Nação amiga e simpática, Terra descoberta aonde éramos despidos de malicia e etecetera e tal.

Sonho com Pindorama, uma terra de muitas tribos, tribos que falam a mesma língua, que se percebem com o mesmo propósito, que zelam e veneram o solo vivo da mãe terra. Nação aonde se pode sem pudor ou vergonha expressar e contar com amor fraterno, de companheiros e companheiras no percurso da vida nesta terra. Aonde se pode venerar e defender pacificamente a vida e o solo da terra onde nasceu e para onde ira ao fim. Rogo que possamos um dia conhecer e estender este amor, nobreza e respeito na criação de um mundo pacifico, durável, enorme e generoso. Isso é possível. Pindorama é um pais que ainda não existiu, é um mundo que ainda pode ser. É um exemplo que a Terra precisa.

Temos que criar o futuro com audácia, coragem e propósito. Temos que declarar à vida os nossos nomes e gerar da Alma os nossos Destinos. Seremos sempre o casulo que não gerou vida, mumificados, com os nossos nomes raspados das pedras da lembrança, marcando o passo na repetição das nossas mediocridades e erros? Ou vamos ter a coragem e a paixão de acrescentarmos a vida e a existência de modos incríveis, novos e maravilhosos?

Contra a imaginação do que podemos, contra a luz do que desejamos e podemos ser, a face corroída e mal formada desta Republica passageira se revela em toda a sua doente farsa. Todos os momentos de espera e expectativa em suas promessas de migalhas, o medo de sua mão pesada e seus encargos de responsabilidade e culpa se demonstram corruptores. Toda a sua sedução dum momento melhor no país do futuro, se nós apenas tivermos um pouco mais de paciência para esperar (e pagar a conta “por favor”), se revela tão mentirosa como virgens a esperar o virtuoso no paraíso.

A Republica pode renascer das cinzas, ou precisa? Vale a pena se colocar mais um pau cortado da mata para se sustentar a oca do cari? Quem pode responder?

O Futuro só existe no Presente, pois o mundo mais concreto só é possível quando foi antes sonhado. O Mundo é uma coisa só e Babel pode terminar aqui, agora. Não devemos ser os primeiros a acabar logo com esse pesadelo desconfortável? Não devemos sair do encantamento e do suadouro miserável e febril em que nos jogaram as mentiras de um feiticeiro aleijado e uma prostituta cega, para começar a fazer algo pela honra e pela vida? Um passo possível é querer abrir o próprio olho e buscar a Lucidez, e pensar nas nossas ações com a perspectiva da Eternidade.

Em Paz.

sábado, junho 25, 2005

The Shape of ONESELF

This 3d representation is only an artistic rendering of a concept that cannot be trully represented; it is an Imaginary, Symbolic, topology for Space Time, or for the ONESELF, seen as one membrane folded unto itself.

The bottom ring, where the outer surface turns inside, represents Individuation. The infold represents the Male aspect, the Known, the outfold represents the Female aspect, the Unknown. The Gap Between the Two represents Desire, Becoming, Flow, Experience, Motion, Dance. It is a Fallus folded into a Womb. A Vase of Creation. It is in this space between folds that tension and energy happen and flow between positive and negative.

This Topology is present everywhere in the Holographic Multiverse, at every point of consciousness.